segunda-feira, 24 de novembro de 2008

VOTO!

A importância do voto

Apanágio do regime democrático, o voto é a forma através da qual os cidadãos, por via da eleição ou do referendo, podem manifestar a sua vontade relativamente ao modo como o poder político é exercido pelos governantes.

Embora hoje seja um direito universal, isto é, generalizado à grande maioria dos cidadãos, o exercício do voto foi durante muito tempo exclusivo de alguns grupos, nomeadamente ao nível das classes, da etnia e até do género.

O direito ao voto constitui-se assim como o resultado de muitas lutas e conquistas ao longo da História e, talvez por isso, existam países que decidiram fazer dele um acto obrigatório, como por exemplo o Brasil. Em Portugal, o voto não é uma obrigação, mas um direito consagrado na Constituição como um “dever cívico”, de alguma forma lembrando o esforço de alguns para oferecer a todos essa possibilidade.

Em Portugal existem eleições presidenciais, legislativas e autárquicas. Os eleitores votam para eleger o Presidente da República de cinco em cinco anos, enquanto os mandatos para a Assembleia da República e para as Autarquias Locais duram quatro anos.

Os eleitores portugueses são ainda convidados a votar para eleger os deputados do Parlamento Europeu, facto que acontece em espaços temporais de cinco anos.

Dado que no próximo ano irão decorrer no nosso país eleições legislativas é importante que você vote.



terça-feira, 18 de novembro de 2008

Fundada em 25 de Novembro de 2005, a Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários (APBV) foi oficialmente instituída por escritura pública realizada a 1 de Fevereiro último no Cartório Notarial de Espinho, com a correspondente publicação na III Série do Diário da República de 25 de Maio de 2006.

Os seus corpos gerentes foram eleitos no pretérito dia 20 de Fevereiro com o objectivo de ajudar a promover a valorização, dignificação e identidade de todos os Bombeiros Voluntários Portugueses, sem excepção.

Nos seus Órgãos Sociais estão representados todos os níveis da hierarquia dos Corpos de Bombeiros, do Comandante ao Bombeiro de 3ª Classe, passando por um Vice-Presidente da Direcção de uma Associação Humanitária, alguns deles até agraciados com o Crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses.

Pretende-se, com esta breve apresentação, dar a conhecer o escopo primeiro desta Associação que visa, naturalmente, congregar e representar os Bombeiros Voluntários de Portugal, sem esquecer os seus dirigentes.

Assim, e apesar da sua ainda curta existência, já teve esta Associação o grato prazer de ser recebida por Sua Excelência o Presidente da Assembleia da República, no passado dia 15 de Maio, onde fez a entrega de uma petição para a alteração, há muito desejada e reclamada, do Estatuto Social do Bombeiro.

Foram-lhe igualmente concedidas audiências quer pelo anterior quer pelo actual Presidente do SNBPC, oportunidades estas para a entrega de algumas propostas de alteração com vista à melhoria, aperfeiçoamento e enriquecimento de muitos aspectos que se prendem com esta área de actuação.

Além de outras iniciativas que não cabe aqui enumerar, destaque ainda para a entrega, junto Ministério da Administração Interna (MAI), de um conjunto de contributos e ideias para o Ante-Projecto do Diploma do Regime Jurídico dos Corpos de Bombeiros.

Neste sentido, e na perspectiva dum Associativismo pleno e reforçado, pautaremos sempre a nossa conduta e actuação pelos princípios da solidariedade, da lealdade, da honra, do rigor e da verdade, sem nunca abdicarmos do caminho que escolhemos trilhar.

Queremos estar… Por Bem! Por Todos!
Existimos para Unir e não para dividir!
Somos Bombeiros Voluntários!

A APBV tem por objecto social:

- Associação civil sem fins lucrativos;
- Representante interna e externa dos associados;
- Representante dos interesses dos associados e da defesa do código deontológico da classe dos Bombeiros Voluntários;
- Representante da classe e dos associados junto dos Órgãos da Tutela;
- Representante da classe e dos associados perante o poder local, regional e central.

A APBV tem as seguintes finalidades:

- Congregar e representar os Bombeiros Voluntários de Portugal;
- Promover a dignificação e identidade dos Bombeiros Voluntários Portugueses;
- Representar interna e externamente os respectivos associados na defesa dos seus interesses estatutários, sociais e deontológicos;
- Tomar parte na definição do Estatuto de Bombeiro e nas condições do exercício da sua actividade;
- Formular em geral propostas sobre o funcionamento dos serviços, participar em grupos e/ou comissões de estudo, para proceder à análise de assuntos de relevante interesse para os associados;
- Promoção dos princípios deontológicos, bem como de actividades cívicas, nomeadamente de dignificação social, cultural e recreativa dos associados;
- Defender e promover por todos os meios ao seu alcance os interesses colectivos e individuais dos associados, sejam de ordem moral ou sócio-profissionais;
- Apresentar às entidades e órgãos competentes as iniciativas e sugestões decorrentes das aspirações dos seus membros, mediante propostas aprovadas pela Associação e organizar no âmbito do quadro legal das instituições democráticas e órgãos de tutela, as acções adequadas à realização das suas justas reivindicações;
- Integrar e/ou ser consultada, quando se criam comissões, grupos de trabalho, ou outros, nos quais se debatem matérias referentes aos associados, quer a nível interno, autárquico ou nacional;
- Incrementar a valorização profissional e cultural dos associados através de publicação de documentação, seminários, cursos de formação profissional e outras iniciativas, por si ou em colaboração com outros organismos;
- Criar serviços de assistência médica e social, bem como gerir instituições de carácter social próprias ou gerir e administrar por si ou em colaboração com outras organizações, instituições de Segurança Social;
- A Associação pode também representar os interesses dos associados no âmbito da cultura, do recreio, do desporto, da saúde, da formação, da solidariedade social, desenvolver actividades nesses aspectos;
- Apostar fortemente na formação e nos jovens, não esquecendo os elementos pertencentes ao Quadro de Honra;
- Pugnar pela equidade na formação e nos concursos de promoção dos bombeiros a nível nacional.


A APBV tem representatividade em quase todo o território continental, assim como, nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

Oportunamente, serão eleitos os Delegados Locais (CBs), os Delegados Distritais, os Delegados Distritais Adjuntos, os Delegados das Regiões Autónomas e seus Adjuntos.

A APBV tem como Sócios Efectivos elementos do Comando, Chefias, Bombeiros, Aspirantes e Cadetes e, como Sócios Extraordinários, Bombeiros estrangeiros, bem como, dirigentes de Associações de Bombeiros, familiares e amigos de Bombeiros nossos associados.Os bombeiros voluntários prestam voluntariamente um serviço ao País, arriscando as suas vidas para a defesa de pessoas e bens e, infelizmente, muitas das vezes acabam por perdê-la. Como tal, a APBV julga ser justo que estes homens e estas mulheres sejam reconhecidos pelo Estado e pela sociedade civil.



A adesão à Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários processar-se-á através do preenchimento da “Proposta para Admissão de Sócio”. A mesma poderá ser entregue a um dos representantes da APBV ou remetida via CTT, acompanhada do cheque para liquidação da quota. A adesão do candidato à APBV será sujeita a aprovação da Direcção.







Categorias de associados:

- São Sócios Fundadores os que subscreveram a acta de fundação e aqueles a quem posteriormente for dada tal distinção.

- São Sócios Efectivos todos os elementos que integrem os quadros de pessoal dos corpos de bombeiros voluntários e associativos. No caso de corpos de bombeiros mistos, somente poderão aderir os elementos que sejam voluntários.

- São Sócios Extraordinários todos aqueles que se identificam com os objectivos dos Bombeiros Voluntários e contribuam com uma quota extraordinária para a APBV.

- São Sócios Beneméritos as pessoas singulares ou colectivas que, pela sua dedicação, por relevantes serviços prestados ou dádivas à APBV mereçam tal distinção.

- São Sócios Honorários as pessoas singulares ou colectivas que por serviços relevantes prestados à APBV e/ou causa dos bombeiros sejam dignos de tal distinção.

Distinção de Sócios Extraordinários, Beneméritos e Honorários

As propostas para atribuição destas distinções são apresentadas à Direcção para deliberação e aprovação. As propostas aprovadas serão apresentadas à Assembleia-Geral para ratificação.

Quotização Mínima Anual

- Sócios Fundadores: 75 Euros
- Sócios Efectivos: 15 Euros
- Sócios Extraordinários: 20 Euros
- Aos Cadetes foi estipulada uma quotização mínima anual de 5 Euros.
Aquando da adesão a quota terá de ser liquidada quando envia a proposta. No ano seguinte, o pagamento da quota anual poderá ser efectuado em Agosto ou até 31 de Dezembro do ano em curso.




Comentário:


Para realizar este trabalho escolhi a Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários porque acho que é uma actividade de risco na qual muitos homens e mulheres trabalham voluntariamente. Esses voluntários arriscam as sua vida pela dos outros, o que mostra uma grande capacidade de altruísmo. No meu entender, estas pessoas deviam ser mais auxiliadas por parte da população, uma vez que, sempre que deles necessitamos, eles aí estão para ajudar. Esse auxilio poderia trazer melhores condições para operarem com mais facilidade.

Clique aqui para consulta:



sábado, 25 de outubro de 2008

Energias Alternativas

Desde que existe a vida humana que dependemos totalmente dos meio ambiente e dos seus recursos. O homem consome cada vez mais bens materiais e este consumo exige demasiado da natureza, são as propriedades dos elementos do ambiente natural que são utilizados para satisfazer as necessidades energéticas da humanidade.
Os consumos mundiais não têm parado de aumentar devido ao desenvolvimento industrial, à expansão dos transportes e ao crescimento demográfico, e são os recursos energéticos não renováveis e renováveis que nos fornecem energia para tais actividades.
O Homem utiliza mais os recursos não renováveis pois a utilização dos renováveis é muito cara e pouco rentável. Os recursos não renováveis, sendo os mais utilizados e não podendo ser novamente utilizados, têm vindo a diminuir, ou seja, a sua disponibilidade no planeta começa a ser escassa, o que leva a certos conflitos humanos. Como o Homem utiliza em maior quantidade os recursos não renováveis, este andará em constantes conflitos para obter esses recursos, como por exemplo o petróleo, visto que a sua distribuição não se encontra bem efectuada, pois os países que mais consumem são aqueles que menos petróleo possuem. O nosso futuro depende pelo menos de duas decisões incontornáveis: o tempo que já escasseia e o dinheiro que é preciso distribuir melhor.

As fontes de energia capazes de corresponder de forma substancial à procura excessiva de energia exigida pelos vários sectores humanos são:
Combustíveis fósseis;
Energia nuclear;
Energias renováveis.

No entanto a utilização de combustíveis fósseis tem efeitos nocivos e a nuclear não é vista com bons olhos desde o acidente em chernobyl. Torna-se, assim, necessário desenvolver novas opções energéticas.
As fontes de energia renovável dispõem de muitas vantagens, por comparação com as fontes de energia não renovável pois são fontes inesgotáveis de energia, têm poucos efeitos negativos sobre o ambiente e estão disponíveis um pouco por todo o Mundo.
Portugal é relativamente rico em fontes de energia renovável, mas a sua utilização está muito abaixo do que poderia ser aproveitado.
As fontes de energia renovável que, em Portugal são melhor aproveitadas, são:
A biomassa: lenhas, resíduos florestais e agrícolas, lixos e esgotos provenientes de pecuárias;
E energia hídrica: obtida a partir do movimento da água, como por exemplo, nas barragens.
As Energias Alternativas são aquelas surgidas como soluções para diminuir o impacto ambiental e para contornar o uso de matéria-prima que normalmente é não renovável. Ao utilizarmos as tecnologias disponíveis e ao aproveitarmos toda a riqueza em energia renovável do nosso país, estamos a contribuir para um mundo mais limpo e equilibrado.


ENERGIA NUCLEAR

Esta energia é uma energia alternativa.
Devido aos elevados custos de instalação e manutenção das centrais nucleares, está presente em pequenas quantidades. Apesar desta energia ter sido recebida com grande entusiasmo, devido ao enorme potencial energético e expansão do sector nuclear, depara com enormes obstáculos, como perigo de acidentes nucleares.
As centrais nucleares devem ter um acompanhamento rigoroso devido à possibilidade de um acidente nuclear que liberta grandes quantidades de radioactividade que é bastante prejudicial aos seres vivos.
No caso do Chernobyl as estimativas indicam que cerca de 3 milhões de pessoas, entre as quais crianças, sofrem de doenças congénitas provocadas pelas radiações.
Energia nuclear consiste no uso controlado das reacções nucleares para a obtenção de energia para realizar movimento, calor e geração de electricidade.
Existem duas formas de aproveitar a energia nuclear para convertê-la em calor: A fissão nuclear, onde o núcleo atómico se subdivide em duas ou mais partículas, e a fusão nuclear, na qual ao menos dois núcleos atómicos se unem para produzir um novo núcleo.
A fissão nuclear do urânio é a principal aplicação civil da energia nuclear. É usada em centenas de centrais nucleares em todo o mundo, principalmente em países como a França, Japão, Estados Unidos, Alemanha, Brasil, Suécia, Espanha, China, Rússia, Coreia do Norte, Paquistão e Índia, entre outros. A principal vantagem da energia nuclear obtida por fissão é a não utilização de combustíveis fósseis, não lançando na atmosfera gases tóxicos, e não sendo responsável pelo aumento do efeito estufa.
Uma bomba atómica (português europeu) ou bomba atómica (português brasileiro) é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reacção nuclear e tem um poder destrutivo imenso — uma única bomba é capaz de destruir uma cidade grande inteira.

Vantagens:
· O combustível é barato e fácil de transportar;
· É a fonte mais concentrada de geração de energia;
· Fácil de transportar como novo combustível;
· Não provoca efeito de estufa ou chuva ácida.

Desvantagens:
· É a fonte de maior custo por causa dos sistemas de emergência, de contenção de resíduo radioactivo e de armazenamento;
· Requer uma solução a longo prazo para os resíduos armazenados em alto nível na maioria dos países.

Energia Solar

A energia solar é uma energia garantida durante os próximos 6000 milhões de anos. Toda a vida na Terra depende da energia do Sol; ela é a fonte de energia para a fotossíntese e para a ocorrência de chuvas através da evaporação da água na superfície terrestre.
Dentro do sol, a massa é convertida directamente em energia pelo processo de fusão nuclear onde hélio é transformado em hidrogénio – reacções atómicas.
Embora a Energia Solar seja a maior fonte de energia recebida pela Terra, a sua intensidade na superfície terrestre é baixa devido à elevada distância entre a Terra e o Sol e ao facto da atmosfera absorver e emitir parte da radiação.
Para aproveitar a radiação que nos é fornecida utilizamos os colectores solares térmicos que absorvem a radiação solar aquecendo a água que circula nos tubos, e os painéis fotovoltaicos que por serem constituídos por células solares absorvem a radiação solar excitando os fotões que se movimentam formando assim uma corrente eléctrica.
A utilização estes aparelhos não produz lixo nem polui o ambiente, no entanto para que a corrente seja suficiente para satisfazer a necessidade humana são necessários muitos metros quadrados destes aparelhos. Eles são eficazes mas não conseguem acompanhar o ritmo do consumo humano.

Vantagens:
· A luz solar é um recurso natural renovável e não poluente.

Desvantagens:
· Limitado às áreas do globo que recebem bastante radiação solar;
· Requer materiais especiais para que os painéis e colectores não afectem o meio ambiente.


Energia eólica

A energia eólica é a energia obtida pela força dos ventos, é a transformação de energia cinética dos ventos em energia eléctrica. O Vento é uma fonte limpa e inesgotável que é usada desde sempre, como para moer grãos, em bombas de água, em barcos velejadores, e para outros trabalhos diversos.
A quantia de energia eólica disponível vária consoante o tempo e lugar, e a electricidade produzida é obtida de uma forma bastante simples. Os sopros do vento nas lâminas de um moinho de vento fazem-no girar assim como a água faz girar uma turbina.
Actualmente existem no mundo 20 mil geradores que produzem electricidade a partir de força eólica (principalmente nos Estados unidos).

Vantagens:
· O vento é um recurso natural sendo de grátis obtenção.

Desvantagens:
· Necessita 3 vezes da quantidade de geração instalada para satisfazer a necessidade humana;
· O equipamento é caro de se manter;
· Altamente dependente do clima – o vento pode danifica-lo durante fortes ventanias ou não girar durante dias, conforme a estação do ano; Pode afectar pássaros e colocá-los em perigo.


Óleos vegetais (Biodiesel)

Biodiesel é um combustível diesel de queima limpa derivado de fontes naturais e renováveis como os vegetais. Pode ser formado por óleos vegetais ou de gordura animal, enfim, a partir de todo o tipo de gorduras, desde óleos de frituras, borras de refinação e matéria de esgotos.
O Biodiesel é mais seguro do que o diesel de petróleo; não requer armazenamento especial pois pode ser armazenado em qualquer lugar onde o petróleo é armazenado, e pelo facto de ter maior ponto de fusão é ainda mais seguro de se transportar. É renovável, contribuindo para a redução do dióxido de carbono, biodegradável e não tóxico.
O Biodiesel pode ser misturado com óleo diesel de origem petrolífera dos motores diesel atuais sem qualquer necessidade de novas adaptações.

Vantagens:
· Bom sistema de distribuição para os níveis de actual uso;
· Fácil obtenção;
· Menos poluente, nomeadamente na produção de enxofre e dióxido de carbono, que os derivados de petróleo;
· Pode maximizar a produção de várias culturas vegetais em diversas regiões do globo, ajudando o sector primário;
· Não requer refinação como o petróleo.

Desvantagens:
· Depende essencialmente da produção agrícola, tem uma capacidade de substituição do diesel limitada;
· Preço elevado, se bem que novas tecnologias podem reduzir os custos de produções.

Decidi abordar este tema porque cada vez mais se fala nas novas opções de Energias Alternativas, também porque no futuro provavelmente poderá e devera vir ser tudo assim, uma vez que o petróleo esta cada vez mais caro e é altamente poluente.
Também podemos ver que dessa maneira poupamos financeiramente e contribuímos para um planeta...

=)